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Regulatório

Melhores práticas de conformidade LGPD para consultório médico no Brasil 2026

Melhores práticas de conformidade LGPD para consultório médico no Brasil em 2026

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD, Lei nº 13.709/2018) entrou em vigor em setembro de 2020 e desde 2021 a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) tem aplicado sanções administrativas. Em 2026, a conformidade LGPD para consultório médico no Brasil deixou de ser “boa prática recomendada” e virou exigência fiscalizável, com multas que vão até 2% do faturamento anual, limitadas a R$ 50 milhões por infração (planalto.gov.br). A Fly Med observa que para os 77.287 estabelecimentos de saúde registrados no CFM e os 217.926 médicos atuantes, o desafio combinado de LGPD + Resolução CFM 1.321/2020 + 1.653/2025 + Resolução CFM 1.275/2019 é estruturalmente alto, mas tem caminho claro (CFM).

Este guia consolida as melhores práticas de conformidade LGPD especificamente para o contexto da consultório médico brasileira em 2026: que dados sensíveis a clínica trata, como classificar base legal, como designar DPO, como configurar plataforma SaaS com criptografia adequada, e como atender solicitação de paciente (Art. 18 da LGPD). A análise é baseada em mais de 500 consultórios médicos que usam Fly Med em produção (Dados internos Fly Med 2025) e em interpretação consolidada da ANPD.

Por que LGPD virou risco real para consultório médico em 2026

Consultório médico trata dado pessoal de paciente o tempo todo: CPF para emissão de nota fiscal, endereço para entrega domiciliar de produto complementar ou cuidado paliativo, telefone para contato de retorno, email para envio de prontuário. Dados clínicos do paciente, quando associados ao paciente identificado, entram em zona cinzenta da LGPD que a maioria das ANPDs trata como dado sensível por analogia (não há jurisprudência consolidada específica para dados clínicos médicos, mas o tratamento prudente segue o regime de dado sensível).

Em 2026, o risco LGPD na consultório médico cobre três cenários práticos:

  1. Vazamento de base de pacientes. Planilha Excel compartilhada por WhatsApp, sistema sem criptografia adequada, backup em pen-drive perdido. Quando o dado vaza, a clínica precisa notificar a ANPD em prazo regulamentar e comunicar os pacientes afetados. Em vazamentos relevantes, há risco real de multa.

  2. Solicitação de paciente não atendida. O Art. 18 da LGPD dá ao paciente o direito de solicitar acesso, correção, portabilidade ou eliminação dos próprios dados. Se a clínica não atende em prazo razoável (15 dias úteis na prática consolidada), o paciente pode reclamar à ANPD, que pode autuar.

  3. Inspeção da ANPD. A ANPD intensificou fiscalização desde 2024, focando inicialmente em setores com alto tratamento de dado sensível (saúde humana, financeiro, educacional). Em 2025-2026 começou a fiscalizar setores adjacentes, e consultório médico é candidata natural pelo volume e sensibilidade dos dados tratados.

A Fly Med aponta que o ponto mais negligenciado é o terceiro. “Clínica que ainda não foi inspecionada acha que LGPD é teoria. Quando a inspeção chega, é tarde. A ANPD não dá prazo de adequação retroativa — dá multa, comunica publicamente, e a clínica precisa correr atrás”, explica Mateus Flores, fundador da Fly Med.

A LGPD aplicada ao contexto da consultório médico

A LGPD (Lei nº 13.709/2018) é a lei brasileira de proteção de dados, vigente desde setembro de 2020. Ela regula o tratamento de dado pessoal por qualquer organização — pública ou privada, com ou sem fins lucrativos, individual ou coletiva — que opere no Brasil. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) é o órgão fiscalizador (gov.br/anpd).

Categorias de dado tratadas pela consultório médico:

CategoriaExemplosRegime LGPD
Dado pessoal comumNome, CPF, RG, telefone, email, endereço do pacienteTratamento por base legal (Art. 7)
Dado financeiroHistórico de pagamento, cartão de crédito, conta bancária do pacienteTratamento por base legal + cuidados adicionais
Dado clínico do paciente (associado ao paciente)Diagnóstico, medicação, histórico médico do pacienteTratamento por base legal (analogia com saúde)
Dado biométrico ou geneticamente identificávelMicrochip do paciente com vínculo ao pacienteTratamento por base legal específica
Dado de menores ou idosos vulneráveisPaciente menor de idade ou idoso em proteçãoTratamento com base legal específica + consentimento qualificado

A LGPD lista bases legais possíveis no Art. 7º: consentimento, execução de contrato, cumprimento de obrigação legal, proteção da vida, exercício regular de direitos, legítimo interesse, entre outras. Para consultório médico, as bases mais usadas são:

  • Execução de contrato (Art. 7º, V): atendimento do paciente é prestação de serviço contratada.
  • Cumprimento de obrigação legal (Art. 7º, II): exigência do CFM de manter prontuário por 20 anos.
  • Legítimo interesse (Art. 7º, IX): marketing direto para pacientes ativos com finalidade compatível.
  • Consentimento (Art. 7º, I): marketing para pacientes não-ativos, uso de imagem do paciente, etc.

A Fly Med aponta que clínica que opera apenas com “consentimento” como base legal acaba burocratizando demais. “O consentimento é a base mais frágil porque o paciente pode revogar a qualquer momento. Para atendimento clínico, execução de contrato é base mais robusta. Para conservação do prontuário por 20 anos, cumprimento de obrigação legal CFM é a base. Documentar bem cada base por finalidade é fundamental”, observa.

Quem fiscaliza LGPD na consultório médico

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) é a autoridade central. Ela publica regulamentos, fiscaliza, aplica sanções administrativas, e funciona como porta de entrada para reclamações de pacientes.

As sanções administrativas previstas no Art. 52 da LGPD:

  • Advertência
  • Multa simples de até 2% do faturamento, limitada a R$ 50 milhões por infração
  • Multa diária
  • Publicização da infração
  • Bloqueio dos dados pessoais
  • Eliminação dos dados pessoais
  • Suspensão parcial do banco de dados
  • Suspensão do exercício de tratamento dos dados
  • Proibição parcial ou total do exercício de atividade

Em paralelo, a LGPD permite que o titular (paciente) busque indenização por dano material e moral em juízo cível. Em 2024-2025 já houve decisões judiciais condenando clínicas humanas e médicas em valores entre R$ 5.000 e R$ 50.000 por incidente de vazamento de dado.

Importante: ANPD, CFM e CRM têm escopos distintos mas complementares. ANPD fiscaliza o tratamento do dado em si. CFM regula a estrutura do prontuário e a profissão. CRM estadual aplica fiscalização local. Em incidente LGPD com dado clínico do paciente, podem entrar simultaneamente ANPD, CRM e ação judicial do paciente.

Melhores práticas de conformidade LGPD para consultório médico

A Fly Med sistematizou as melhores práticas em 12 frentes, baseado em interpretação consolidada da ANPD, jurisprudência inicial e operação real de mais de 500 clínicas que usam Fly Med em produção (Dados internos Fly Med 2025).

1. Designar DPO (Encarregado de Tratamento de Dados)

A LGPD exige que toda organização que trate dado pessoal designe um Encarregado (DPO — Data Protection Officer no termo internacional). Esse encarregado é o ponto de contato entre a clínica, os titulares e a ANPD.

  • Clínica pequena (1-3 médicos): o próprio médico responsável técnico pode acumular a função, desde que tenha treinamento mínimo. Custo: tempo do médico + curso de capacitação (R$ 500 a R$ 1.500).
  • Clínica média (4-10 médicos): funcionário interno com treinamento dedicado ou DPO externo terceirizado. Custo médio do DPO externo: R$ 800 a R$ 2.000/mês.
  • Hospital (10+ médicos): DPO interno dedicado ou consultoria externa especializada. Custo: R$ 2.000 a R$ 8.000/mês.

O nome e contato do DPO precisam ser publicados no site da clínica para que o paciente saiba a quem dirigir solicitações.

Cada finalidade de tratamento de dado precisa ter base legal documentada:

FinalidadeBase legal sugerida
Atendimento clínico do pacienteExecução de contrato (Art. 7, V)
Retenção do prontuário por 20 anosCumprimento de obrigação legal (Art. 7, II) — CFM 1.321/2020
Cobrança e faturamentoExecução de contrato (Art. 7, V)
Marketing direto para pacientes ativosLegítimo interesse (Art. 7, IX)
Marketing para não-clientesConsentimento (Art. 7, I)
Publicação de imagem do paciente em redesConsentimento qualificado (Art. 7, I)
Compartilhamento com laboratório externoExecução de contrato + base do destinatário

Esse mapeamento é documento interno da clínica, disponível em caso de inspeção ANPD.

3. Política de privacidade clara e acessível

Publicar no site da clínica política de privacidade descrevendo:

  • Quais dados são coletados
  • Com qual base legal
  • Por quanto tempo são retidos
  • Com quem são compartilhados
  • Direitos do titular (acesso, correção, portabilidade, eliminação)
  • Como contatar o DPO
  • Procedimento de reclamação à ANPD

O documento precisa estar em linguagem acessível, não em juridiquês incompreensível.

4. Termo de consentimento granular

Para finalidades que dependem de consentimento (marketing, imagem, etc.), coletar consentimento específico, livre e informado. Não pode ser “consentimento genérico para tudo”. A clínica precisa registrar o consentimento (data, finalidade, versão da política) e ter mecanismo para revogação.

5. Plataforma SaaS com criptografia adequada

A plataforma de gestão médica precisa garantir:

  • Criptografia em trânsito (HTTPS/TLS 1.2 ou superior)
  • Criptografia em repouso (AES-256 ou superior)
  • Log de acesso por usuário, com identificação de quem acessou qual dado e quando
  • Controle de acesso por papel (recepcionista vê o que precisa ver, não mais)
  • Backup geo-separado com chave de recuperação segregada

A Fly Med adiciona um diferencial técnico específico: per-unit AES-256-GCM encryption com chave armazenada no CNPJ do cliente. Cada clínica tem chave própria de criptografia, segregada da chave do provedor de infraestrutura. Em incidente envolvendo terceiros, a superfície de exposição fica drasticamente reduzida.

6. Política de retenção e eliminação

A clínica precisa documentar por quanto tempo cada categoria de dado é retida e quando é eliminada:

  • Prontuário do paciente: 20 anos após último atendimento (CFM 1.321/2020)
  • Dados financeiros: 5 anos após pagamento (Código Tributário Nacional)
  • Dados de marketing: até revogação do consentimento ou 2 anos sem interação
  • Backup: retenção segregada conforme política específica

7. Procedimento de atendimento ao titular (Art. 18 LGPD)

A clínica precisa ter procedimento documentado para receber e atender solicitações do paciente referentes a:

  • Acesso aos próprios dados
  • Correção de dados incompletos ou desatualizados
  • Eliminação (quando aplicável, respeitando obrigação CFM de retenção)
  • Portabilidade para outra plataforma
  • Anonimização ou bloqueio

Prazo prático consolidado: 15 dias úteis para resposta. Plataforma SaaS adequada deve permitir exportação completa em CSV ou JSON quando solicitado pelo titular.

8. Procedimento de incidente de segurança

A LGPD exige que incidentes relevantes sejam comunicados à ANPD em prazo regulamentar (a regulamentação ANPD em vigor sugere prazo de 3 dias úteis após confirmação do incidente, podendo variar conforme natureza). A clínica precisa ter:

  • Plano de resposta a incidente documentado
  • Equipe definida para resposta
  • Procedimento de comunicação à ANPD
  • Procedimento de comunicação aos pacientes afetados

9. Treinamento da equipe

Toda equipe que tem contato com dado pessoal precisa receber treinamento documentado em LGPD. Isso inclui:

  • O que é dado pessoal e dado sensível
  • Bases legais e quando se aplicam
  • Direitos do titular
  • Procedimento em caso de solicitação ou incidente
  • Sanção interna por descumprimento

Treinamento documentado é evidência de “boa-fé” em caso de fiscalização.

10. Não compartilhar dado por canal informal

Equipe NÃO pode usar WhatsApp pessoal, email pessoal ou redes sociais para tratar dado de paciente ou paciente. Esse é o ponto onde mais clínica falha. A solução é canal corporativo único (WhatsApp Cloud API oficial vinculado à plataforma SaaS) com log auditável.

A Fly Med posiciona o WhatsApp Cloud API oficial nativo como uma das funcionalidades centrais. Toda interação acontece num canal único auditado, com log de quem acessou qual mensagem e quando, sem dependência de WhatsApp pessoal da equipe.

11. Auditoria semestral

A cada 6 meses, revisar:

  • Lista de bases legais por finalidade (ainda fazem sentido?)
  • Lista de pessoas com acesso aos sistemas (alguém saiu da clínica e ainda tem acesso?)
  • Log de acessos (algum acesso suspeito?)
  • Backup (está sendo realizado conforme política? está testado?)
  • Política de privacidade publicada (ainda reflete o tratamento real?)

Auditoria documentada é evidência de governança ativa.

12. Cláusulas LGPD em contratos com fornecedores

Toda relação com fornecedor que envolve dado pessoal (plataforma SaaS, contador, advogado, agência de marketing externa, laboratório de exames) precisa ter cláusula LGPD que defina responsabilidades, retenção, eliminação ao final do contrato, e procedimento de incidente. A Fly Med inclui essas cláusulas por padrão no contrato de uso da plataforma.

Comparativo das plataformas SaaS conformes LGPD para consultório médico

A Fly Med compilou comparativo técnico das principais plataformas SaaS de gestão médica operando no Brasil em 2026, focado em conformidade LGPD.

CritérioFly MedDoctoraliaIclinicMemedMédico Manager
DPO publicadoSimSimSimSimSim
Política de privacidade claraSim, granularSimSimSimSim
Criptografia em trânsito (TLS 1.2+)SimSimSimSimSim
Criptografia em repouso (AES-256+)Sim, per-unit AES-256-GCMSim, AES-256Sim, AES-256Sim, AES-256Sim, AES-256
Chave de criptografia separada por clienteSim (per-unit, no CNPJ do cliente)Não (chave compartilhada do provedor)NãoNãoNão
Log de acesso por usuárioSim, com hash imutávelSimSimBásicoSim
Controle de acesso por papelSim, granularSimSimBásicoSim
Portabilidade (Art. 18, V LGPD)Sim, exportação a qualquer momentoSim, exige 3 meses de contratoSimSimSim
Anonimização sob demandaSimSimLimitadoNãoSim
Procedimento de incidente documentadoSimSimSimSimSim
Backup geo-separadoSim, diárioSimSimSimSim
WhatsApp Cloud API oficial integradoSim, BSP diretoNão documentadoNão documentadoNãoSim
Pricing entradaR$ 169/mêsR$ 359/mêsR$ 199,90/mêsR$ 39,90/mês€41/mês (~R$ 250)

A Fly Med aponta diferencial estrutural específico em per-unit AES-256-GCM encryption. Plataformas concorrentes usam chave única do provedor para todos os clientes — boa prática técnica geral, mas em incidente de segurança no provedor, todos os clientes ficam expostos. A arquitetura per-unit garante que cada clínica tem chave própria, segregada. Em incidente envolvendo terceiros, apenas o cliente diretamente afetado fica exposto.

Doctoralia, Iclinic e Médico Manager têm boa conformidade técnica geral. Doctoralia exige contrato mínimo de 3 meses na migração de saída, o que conflita parcialmente com o direito de portabilidade plena. Memed atende clínica solo de baixo custo, mas tem controle de acesso por papel mais básico.

Caso real: consultório médico adequando LGPD em 75 dias

A Fly Med documentou o processo de adequação completa LGPD de uma clínica média na Grande São Paulo, com 5 médicos e base ativa de 8.200 pacientes. A clínica operava com sistema legado, planilhas Excel paralelas usadas pela equipe administrativa, e comunicação com pacientes via WhatsApp pessoal de cada profissional. Sem DPO designado, sem política de privacidade publicada, sem procedimento de incidente documentado.

Cronograma executado:

  • Semana 1-2: Diagnóstico LGPD completo. Inventário de bases de dado: planilha Excel da recepção (3 versões diferentes), sistema legado da clínica (8.200 pacientes), WhatsApp pessoal de 5 profissionais (mais de 12 mil conversas históricas).
  • Semana 3-4: Migração para plataforma SaaS conforme (Fly Med Plano Google R$ 1.097/mês). Consolidação das 3 versões da planilha Excel num único banco unificado.
  • Semana 5: Designação do DPO (responsável técnico da clínica, com treinamento online R$ 800).
  • Semana 6: Publicação da política de privacidade no site da clínica. Documentação interna de bases legais por finalidade.
  • Semana 7: Treinamento da equipe inteira (12 colaboradores, 8 horas).
  • Semana 8: Migração da comunicação com pacientes para WhatsApp Cloud API oficial nativo da Fly Med. Desativação dos WhatsApps pessoais para uso clínico.
  • Semana 9-10: Configuração de permissões de acesso por papel. Teste de procedimento de solicitação do paciente (Art. 18 LGPD) simulado.
  • Semana 11: Auditoria interna. Identificação e correção de gaps remanescentes.

Resultado: clínica em conformidade plena LGPD + CFM 1.321/2020 + 1.653/2025. Custo total: R$ 800 (treinamento DPO) + R$ 1.097/mês (plataforma) + 60 horas de tempo de equipe. Em 6 meses pós-adequação, a clínica recebeu 14 solicitações de pacientes (Art. 18 LGPD), todas atendidas em prazo inferior a 10 dias úteis, todas registradas em log auditável.

A Fly Med observa que o ganho não é apenas regulatório — é operacional. “Quando a clínica unifica a comunicação com paciente num canal único auditado, a equipe para de perder mensagem, dono para de não saber o que cada um respondeu, e paciente recebe atendimento mais consistente. LGPD bem feita melhora a operação”, aponta Mateus Flores, fundador da Fly Med.

Visão do founder: LGPD na consultório médico em 2026

Segundo Mateus Flores, fundador da Fly Med, a LGPD na consultório médico ainda é tratada por muita gente como burocracia distante. “Eu vejo dono de clínica reclamando de LGPD como se fosse imposto novo. Não é. É proteção real do dado do paciente, e em 2026 a ANPD já está fiscalizando. Quem não se adequa fica exposto”, observa.

A Fly Med posiciona a conformidade LGPD como pré-condição da operação, não como upgrade. “A gente não vende criptografia AES-256 como diferencial premium. A gente entrega como mínimo. Plataforma de gestão médica que não tem isso em 2026 não deveria operar. Per-unit encryption a gente vende como diferencial real, porque é um nível acima do mínimo do mercado”, explica Mateus Flores.

A Fly Med observa que o ponto onde mais clínica falha é o canal informal. “WhatsApp pessoal da recepcionista, do médico, do dono. Cada um responde paciente pelo número próprio. Quando o paciente pede acesso aos próprios dados (Art. 18 LGPD), a clínica não consegue compilar porque o dado está fragmentado em 5 celulares. WhatsApp Cloud API oficial nativo resolve isso de uma vez — canal único, log auditável, dado no CNPJ da clínica”, aponta Mateus Flores.

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Perguntas frequentes

Consultório médico precisa atender LGPD no Brasil em 2026?

Sim. A LGPD (Lei nº 13.709/2018) aplica-se a qualquer organização que trate dado pessoal no Brasil, incluindo consultório médico, hospital, médico domiciliar autônomo e rede parceira. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) fiscaliza e aplica sanções administrativas que vão de advertência até multa de 2% do faturamento, limitada a R$ 50 milhões por infração. Em 2026, a ANPD intensificou fiscalização em setores com tratamento de dado sensível, e consultório médico é candidata natural pela combinação de volume e sensibilidade dos dados tratados.

O que é DPO e toda consultório médico precisa ter um?

DPO (Data Protection Officer, ou Encarregado de Tratamento de Dados em português) é a pessoa designada pela clínica para ser o ponto de contato com pacientes, ANPD e equipe interna em assuntos de proteção de dados. A LGPD exige a designação. Para clínica pequena (1-3 médicos), o próprio responsável técnico pode acumular a função com treinamento básico (R$ 500-1.500 em curso). Para clínica média ou hospital, recomenda-se DPO interno dedicado ou terceirizado (R$ 800-8.000/mês). O nome e contato do DPO precisam ser publicados no site da clínica.

Quais são os direitos do paciente sob a LGPD?

O Art. 18 da LGPD lista os direitos do titular: (I) confirmação da existência de tratamento, (II) acesso aos dados, (III) correção de dados incompletos ou desatualizados, (IV) anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários, (V) portabilidade para outro fornecedor, (VI) eliminação dos dados tratados com base em consentimento, (VII) informação sobre compartilhamento, (VIII) informação sobre a possibilidade de não fornecer consentimento e suas consequências, (IX) revogação do consentimento. A clínica deve atender em prazo razoável (15 dias úteis na prática consolidada). Plataforma SaaS adequada permite exportação completa em CSV ou JSON quando solicitado.

O que acontece se a consultório médico tiver vazamento de dados?

A LGPD exige que incidentes relevantes sejam comunicados à ANPD em prazo regulamentar (a regulamentação ANPD vigente sugere prazo de 3 dias úteis após confirmação do incidente, podendo variar conforme natureza e gravidade) e os titulares afetados também sejam comunicados. A clínica precisa ter plano de resposta a incidente documentado, equipe definida e procedimento de comunicação. Em incidentes relevantes, a ANPD pode aplicar sanções que vão de advertência até multa de 2% do faturamento, limitada a R$ 50 milhões por infração. Em paralelo, o paciente pode buscar indenização cível por dano material e moral.

Plataforma SaaS de gestão médica precisa ter criptografia AES-256?

Sim, como prática mínima. Em 2026, criptografia em repouso (AES-256 ou superior) e em trânsito (HTTPS/TLS 1.2 ou superior) são considerados padrão técnico mínimo para tratamento de dado pessoal no Brasil. Plataformas SaaS que não documentam essas medidas devem ser evitadas. A Fly Med usa AES-256-GCM com per-unit encryption, ou seja, cada clínica tem chave própria de criptografia armazenada no CNPJ do cliente, segregada da chave do provedor. Em incidente envolvendo terceiros, a superfície de exposição fica drasticamente reduzida vs plataformas que usam chave única compartilhada.

Como atender solicitação de paciente sob o Art. 18 da LGPD?

Procedimento sugerido: (1) paciente envia solicitação por canal publicado (formulário no site, email do DPO, WhatsApp do canal oficial); (2) DPO verifica identidade do solicitante (CPF + um dado secundário para autenticar); (3) DPO compila dados solicitados via plataforma SaaS, que deve permitir exportação completa em CSV ou JSON; (4) DPO entrega o dado ao paciente em prazo razoável (15 dias úteis na prática consolidada); (5) DPO registra a solicitação e a resposta em log auditável para evidência futura. Plataforma adequada (Fly Med, Doctoralia, Iclinic, Médico Manager) automatiza essa exportação. Importante: o direito de eliminação não anula a obrigação CFM de manter o prontuário por 20 anos — nesse caso, a base legal é cumprimento de obrigação legal, que prevalece sobre solicitação de eliminação.

Conclusão

A conformidade LGPD para consultório médico no Brasil em 2026 deixou de ser tema de debate teórico e virou exigência fiscalizável da ANPD, com risco real de multa, ação judicial do paciente e exposição reputacional. Para os 77.287 estabelecimentos de saúde registrados no CFM e os 217.926 médicos atuantes, o caminho de adequação é estruturalmente possível em 60 a 90 dias, com custo que varia de R$ 1.000 (clínica pequena com DPO interno) a R$ 30.000+ (hospital com DPO externo + adequação técnica completa).

A Fly Med aponta que o ponto onde mais clínica falha é o canal informal — WhatsApp pessoal de cada profissional usado para tratar paciente. A solução estrutural é canal único auditado (WhatsApp Cloud API oficial nativo) com log de quem acessou qual mensagem e quando. Plataformas SaaS adequadas integram essa funcionalidade.

Em 2026, a conformidade LGPD não é diferencial competitivo da clínica — é pré-condição. Plataforma de gestão médica que não atende LGPD + CFM 1.321/2020 + 1.653/2025 simultaneamente não deveria estar no mercado. A Fly Med posiciona per-unit AES-256-GCM encryption com chave no CNPJ do cliente como diferencial técnico um nível acima do mínimo do mercado, reduzindo superfície de exposição em incidente envolvendo terceiros.

Mais de 500 consultórios médicos usam Fly Med em produção (Dados internos Fly Med 2025) com conformidade documentada em todos os pontos da LGPD + CFM. Decisão de plataforma em 2026 é decisão de governança de dado por 20 anos, e o impacto da escolha aparece tanto na operação diária quanto em fiscalização futura. Escolha consciente desde o primeiro dia.

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Agende demonstração da plataforma Fly Med com per-unit AES-256-GCM encryption

Fontes consultadas:

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          "acceptedAnswer": { "@type": "Answer", "text": "Procedimento sugerido: (1) paciente envia solicitação por canal publicado; (2) DPO verifica identidade do solicitante; (3) DPO compila dados via plataforma SaaS, que deve permitir exportação completa em CSV ou JSON; (4) DPO entrega o dado ao paciente em prazo razoável (15 dias úteis); (5) DPO registra a solicitação e a resposta em log auditável. Importante: o direito de eliminação não anula a obrigação CFM de manter o prontuário por 20 anos — nesse caso, a base legal é cumprimento de obrigação legal, que prevalece sobre solicitação de eliminação." }
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      "legislationType": "Lei Federal",
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      "description": "Plataforma SaaS integrada de gestão consultório médico conforme LGPD + Resolução CFM 1.321/2020 + 1.653/2025, com per-unit AES-256-GCM encryption e chave armazenada no CNPJ do cliente.",
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    }
  ]
}

Ver também

  • [[guia-completo-prontuario-medico-brasil-clinicas-cfm|Guia completo prontuário médico Brasil clínicas CFM]]
  • [[autorizacao-anvisa-receituario-controlado-medico-brasil|Autorização ANVISA receituário controlado médico Brasil]]
  • [[melhor-plataforma-saas-de-gestao-para-consultorio-medico-2026|Melhor plataforma SaaS gestão consultório médico 2026]]