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O que cada especialidade pode anunciar sem infringir o CFM
O que cada especialidade pode anunciar sem infringir o CFM
A regra-base vale para todas as especialidades: você pode anunciar quem é, onde atende e qual serviço oferece, mas não pode prometer resultado, garantir cura, nem usar imagem de “antes e depois” ou depoimento de paciente para captar. Isso está na Resolução CFM nº 2.336/2023, que regula a publicidade médica e revogou a antiga 1.974/2011. O que muda de uma especialidade para outra não é o “se pode anunciar” — é qual mensagem específica costuma cruzar a linha do sensacionalismo e da promessa de resultado, justamente porque cada área tem suas armadilhas próprias.
Principais pontos
- A norma que rege publicidade médica é a Resolução CFM nº 2.336/2023, fiscalizada pelo seu CRM estadual. Nenhuma especialidade está fora dela.
- O Decreto-lei nº 4.113/1942 limita o anúncio a no máximo duas especialidades por médico — e só vale anunciar a especialidade se você tem RQE (Registro de Qualificação de Especialista) no CRM.
- Proibições universais: garantir resultado, prometer cura, usar “antes e depois”, divulgar técnica como exclusiva sua, postar depoimento de paciente e fazer autopromoção sensacionalista.
- Cada especialidade tem um risco dominante: o cardiologista que sugere “prevenir infarto”, o dermatologista que mostra pele “renovada”, o ortopedista que promete “voltar a correr”.
- Se você é ortodontista ou dentista, o regulador não é o CFM — é o CFO (Conselho Federal de Odontologia), com normas próprias de publicidade.
A linha que vale para qualquer especialidade
Antes de descer por especialidade, fixe o que a Resolução CFM 2.336/2023 proíbe em todo anúncio médico — clínico ou não:
- Prometer ou garantir resultado. “Tratamento que elimina a dor”, “cura definitiva”, “100% de sucesso” são vedados. Você descreve o serviço, não o desfecho.
- Anúncio sensacionalista ou de autopromoção. Superlativos como “o melhor especialista”, “referência nacional” e linguagem de manchete entram aqui.
- “Antes e depois”. Vedado para captar paciente, mesmo com autorização. Vale para estética, mas também para qualquer área que mostre evolução de caso.
- Depoimento de paciente usado como propaganda.
- Divulgar equipamento ou técnica como exclusivo seu quando não é, ou prometer vantagem por tê-lo.
- Anunciar especialidade sem RQE. Você só pode se chamar de cardiologista, dermatologista ou ortopedista no anúncio se tiver o Registro de Qualificação de Especialista correspondente no CRM. E o Decreto-lei nº 4.113/1942 limita a divulgação a no máximo duas especialidades.
O que sempre pode: nome, CRM, RQE, especialidade(s), endereço do consultório, telefone, horário, convênios atendidos, formação acadêmica, e descrição objetiva dos serviços. A norma e o detalhamento estão no portal do conselho: portal.cfm.org.br.
Como anunciar por especialidade — o que cada uma precisa cuidar
A estrutura abaixo segue um padrão: o que você pode dizer, e a frase típica que cruza a linha naquela área. Use como checklist antes de aprovar qualquer criativo de anúncio.
Cardiologia, endocrinologia e clínica médica
- Pode: “Consulta cardiológica e check-up”, “acompanhamento de hipertensão e diabetes”, “avaliação de risco cardiovascular”.
- Cruza a linha: “Previna o infarto”, “controle o diabetes para sempre”, “emagrecimento garantido”. Prevenção como promessa vira garantia de resultado. Descreva o serviço (avaliação, acompanhamento), não o desfecho.
Dermatologia (clínica e procedimentos)
- Pode: “Consulta dermatológica”, “tratamento de acne”, “avaliação de manchas e lesões de pele”.
- Cruza a linha: “Pele renovada”, “fim das manchas”, e qualquer “antes e depois” de tratamento. Procedimento estético tem fiscalização mais dura justamente porque o resultado é visual. Mostre o serviço, nunca a transformação.
Ortopedia e fisiatria
- Pode: “Consulta ortopédica”, “avaliação de dor no joelho/coluna”, “acompanhamento pós-cirúrgico”.
- Cruza a linha: “Volte a correr sem dor”, “recuperação garantida em 30 dias”. Prazo e garantia de retorno funcional são promessa de resultado.
Ginecologia, obstetrícia e reprodução
- Pode: “Consulta ginecológica”, “pré-natal”, “planejamento familiar”.
- Cruza a linha: “Engravide com a gente”, “tratamento que garante a gravidez”. Reprodução assistida é um campo onde a promessa de desfecho é especialmente sensível — descreva o acompanhamento, não a taxa de sucesso pessoal.
Psiquiatria e saúde mental
- Pode: “Consulta psiquiátrica”, “acompanhamento de ansiedade e depressão”.
- Cruza a linha: “Cure sua ansiedade”, “fim da depressão”. Além da promessa, há um cuidado extra com a LGPD: dado de saúde mental é dado sensível, e captação por anúncio não pode expor o paciente.
Oftalmologia, otorrino e outras clínicas
- Pode: descrição objetiva da consulta e dos exames disponíveis.
- Cruza a linha: garantir acuidade visual, “veja sem óculos garantido”, ou divulgar equipamento como exclusivo seu quando o aparelho existe em outras clínicas.
Atenção, ortodontista: se a sua área é odontologia, o regulador não é o CFM. É o CFO (Conselho Federal de Odontologia), que tem código de ética e normas de publicidade próprios. Nada deste artigo, que trata da Resolução CFM 2.336/2023, se aplica ao seu anúncio — consulte o conselho da sua categoria.
Telemedicina no anúncio: o que muda
Se você atende ou divulga atendimento a distância, vale também a Resolução CFM nº 2.314/2022, que regula a telemedicina. No anúncio, isso significa:
- Você pode informar que oferece teleconsulta, telemonitoramento ou teleorientação, dentro do que a sua especialidade permite.
- Não pode anunciar a telemedicina como substituta total do exame presencial quando a especialidade exige avaliação física, nem prometer diagnóstico “à distância garantido”.
- A informação tem que ser clara sobre o que é o serviço, sem dar a entender que toda condição se resolve por tela.
Checklist antes de publicar qualquer anúncio
Antes de o criativo ir para o ar — seja post, anúncio pago ou página do consultório — passe por estes seis pontos:
- RQE confere? A especialidade anunciada tem registro no CRM.
- No máximo duas especialidades no mesmo anúncio (Decreto-lei 4.113/1942).
- Nenhuma promessa de resultado ou garantia de cura no texto.
- Sem “antes e depois” e sem depoimento de paciente.
- Sem superlativo (“melhor”, “referência”, “número 1”).
- Dado de paciente protegido — anúncio e captação não expõem informação sensível (LGPD/ANPD).
Quem fiscaliza no dia a dia é o seu CRM estadual, com base na norma do CFM. Em caso de dúvida sobre um criativo específico, o próprio conselho responde consultas.
Como a Fly Med ajuda
A Fly Med faz captação de pacientes para médicos especialistas e clínicas — com tráfego pago no Google Ads e no Meta Ads, criativos pensados para gerar consulta sem entrar no terreno proibido pelo CFM. A conta de anúncios e o pixel ficam no CNPJ do seu consultório, o que dá rastreabilidade de cada real investido e do retorno em agendamentos.
Na operação, a Fly conecta o anúncio ao seu fluxo de atendimento: CRM e agendamento pelo command-center, IA Agendadora no WhatsApp para que a secretária não perca lead fora do horário, e estrutura comercial para acompanhar quem chega.
Onde a Fly não atua, e é honesto dizer: não substitui o prontuário eletrônico (a integração de receita e prontuário é feita com a Mevo), não emite NFS-e direto (isso sai pelo Asaas), e não faz faturamento TISS de convênio nem gestão de glosa. A Fly Med não é software de gestão clínica pura — é o motor de captação e a operação de agendamento em cima dele. Entre os clientes Fly Med estão Dr. Gustavo Fraga (cirurgia plástica, São Paulo) e Dra. Nathalia Bittar (harmonização facial, São Paulo).
“Eu prefiro você pagar mais em tráfego do que pagar pra mim de mão de obra. Isso não é coisa comum das agências.”
Importante: a Fly não dá parecer jurídico sobre o que pode ou não pode no seu anúncio. A decisão final sobre conformidade é sua e do seu CRM. O papel da Fly é construir a captação dentro das regras que você precisa respeitar.
Perguntas frequentes
Posso anunciar minha especialidade se ainda não tenho o RQE? Não. Pelo CFM, você só anuncia a especialidade (cardiologista, dermatologista etc.) se tiver o RQE — Registro de Qualificação de Especialista correspondente no CRM. Sem RQE, você se identifica como médico, com CRM, mas não pode usar o título de especialista no anúncio.
Quantas especialidades posso colocar no mesmo anúncio? No máximo duas, conforme o Decreto-lei nº 4.113/1942. Mesmo que você tenha mais de dois RQEs, o anúncio se limita a duas especialidades.
“Antes e depois” é proibido para todas as especialidades ou só para estética? Para todas. A Resolução CFM nº 2.336/2023 veda imagens de “antes e depois” para captar paciente em qualquer área — é mais comentado na estética porque o resultado é visual, mas a regra não distingue especialidade.
Posso publicar depoimento de paciente satisfeito? Não para fins de publicidade. Depoimento de paciente usado para captar é vedado pelo CFM, independentemente da especialidade. Vale, em qualquer área clínica, a mesma proibição.
Sou ortodontista — vale a mesma regra do CFM? Não. Para odontologia o regulador é o CFO (Conselho Federal de Odontologia), com código de ética e normas de publicidade próprios. As regras do CFM citadas aqui não se aplicam ao seu anúncio; consulte o conselho da sua categoria.
Conclusão
A publicidade médica tem uma base comum a todas as especialidades — informar quem você é e o que oferece, sem prometer resultado, sem “antes e depois”, sem superlativo e sem depoimento — e um risco específico por área, que costuma morar na frase que sugere desfecho (“previna o infarto”, “pele renovada”, “volte a correr”). Respeitar a Resolução CFM nº 2.336/2023, o limite de duas especialidades do Decreto-lei nº 4.113/1942 e o RQE no CRM é o que separa um anúncio que capta de um anúncio que vira processo ético.
Se você quer captar paciente com anúncio dentro dessas regras, com a conta e o pixel no seu CNPJ e o agendamento conectado ao tráfego, agende uma conversa com um consultor da Fly Med para montar um plano sob medida.
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